Ramos António Amine é moçambicano, formado em Ensino de Filosofia. Leccionou a disciplina de Introdução à Filosofia, na Escola Secundária São Martinho de Lima, Diocese de Lichinga, no Niassa e no Colégio Nelson Mandela, Cidade de Lichinga. Atualmente, lecciona a disciplina de Filosofia em Massangulo, na província do Niassa.
Dedica-se à escrita de poesia crítica e de textos literários marcados pela reflexão filosófica e social. Tem textos publicados na revista Upile. É colunista do Jornal Destaque, onde assina artigos de opinião e textos literários. Também é colunista do Jornal Rol, tendo publicado textos dentre eles, "A Guardiã dos Avisos Ignorados", "A Prostituta Ressuscitada" e "O Cálice da Prostituta". Produz ainda vídeos de teor poético, nos quais cruza palavra, pensamento e sensibilidade estética. A sua escrita dialoga com os dilemas contemporâneos da sociedade moçambicana.
É um mortal militante contra qualquer forma de fanatismo.
Máximas
"Ciência sem Ética iguala a um barco que tem vela mas não tem leme".
"Enquanto a Filosofia continuar sendo concebida como sinonímia de obtenção de emprego, todos os filósofos serão calados por apenas trinta e cinco mil meticais".
"Numa sociedade contemporãnea como a nossa com seus indíviduos ecranizados pelo digital, quem tem só um Huawei é rei".
"Cada génio o é a sua maneira".
"Se em Fevereiro é cedo demais, em Novembro será tarde demais".
"Matar um intelectual só porque disse o que pensa, é também fazer sobreviver mil serviçais".
"Por quê fazer passar fome quem cultivando a Terra faz sobreviver os políticos e os pastores?"
(9) artigos publicados